{"id":3310,"date":"2021-09-13T18:25:33","date_gmt":"2021-09-13T21:25:33","guid":{"rendered":"https:\/\/radar.ibegesp.org.br\/?p=3310"},"modified":"2024-07-02T21:06:14","modified_gmt":"2024-07-03T00:06:14","slug":"a-responsabilidade-do-parecerista-juridico-no-exercicio-da-funcao-prevista-no-art-38-vi-da-lei-no-8-666-1993-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radar.ibegesp.org.br\/a-responsabilidade-do-parecerista-juridico-no-exercicio-da-funcao-prevista-no-art-38-vi-da-lei-no-8-666-1993-2\/","title":{"rendered":"A responsabilidade do parecerista jur\u00eddico no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o prevista no art. 38, VI da Lei n\u00ba 8.666\/1993"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-uma-an-lise-do-posicionamento-da-doutrina-e-do-supremo-tribunal-federal\">Uma an\u00e1lise do posicionamento da doutrina e do Supremo Tribunal Federal<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tema da <strong>responsabiliza\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 ou n\u00e3o \u2013 do <strong>parecerista jur\u00eddico<\/strong> no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o prevista no <strong>art. 38, VI da Lei n\u00ba 8.666\/1993<\/strong> \u00e9 controverso: o posicionamento de renomados doutrinadores da \u00e1rea, bem como do <strong>Supremo Tribunal Federal (STF)<\/strong> \u00e9 <strong>divergente<\/strong>, n\u00e3o havendo, desta forma, um entendimento consolidado acerca do tema, motivo pelo qual o escopo do presente artigo \u00e9 trazer \u00e0 tona tais posicionamentos, sem, por\u00e9m, fazer uma an\u00e1lise conclusiva do seu m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, inicialmente, \u00e9 importante mencionar que a Lei de Licita\u00e7\u00f5es, em seu <strong>art. 38, VI<\/strong>, estabelece que o procedimento licitat\u00f3rio, entre outros documentos, dever\u00e1 estar acompanhado dos <strong>pareceres t\u00e9cnicos ou jur\u00eddicos emitidos sobre a licita\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>dispensa<\/strong> <strong>ou inexigibilidade<\/strong>. J\u00e1 o par\u00e1grafo \u00fanico do mesmo artigo prev\u00ea que a <strong>assessoria jur\u00eddica da Administra\u00e7\u00e3o<\/strong> dever\u00e1 <strong>examinar e aprovar<\/strong>, previamente<strong>, as minutas de editais de licita\u00e7\u00e3o<\/strong>, bem como a dos <strong>contratos<\/strong>, <strong>acordos<\/strong>, <strong>conv\u00eanios<\/strong> ou <strong>ajustes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/74KbXjW609yxNvMUkB--cQQZU91IMZ4L2PNcSdodCSHiKoiYqJX1ppDXfCs0yAeiwrUBNAMhVJLykV4pvxf185piX1qL4evD5MEjl0ol7tWX-sdRKI9GPtpqtGC-wPPqK635Cak2=s0\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, como se p\u00f4de verificar, o <strong>parecer jur\u00eddico<\/strong> previsto no artigo supracitado possui <strong>car\u00e1ter obrigat\u00f3rio<\/strong>, cujo objetivo \u00e9 o de <strong>evitar v\u00edcios que possam causar a nulidade de todo um processo de contrata\u00e7\u00e3o<\/strong>. Desta forma, \u00e9 indiscut\u00edvel que a <strong>aus\u00eancia do parecer jur\u00eddico pode acarretar san\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e0queles que conduziram a licita\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o do descumprimento de um dever legal (art. 38, VI e par\u00e1grafo \u00fanico da Lei de Licita\u00e7\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o que dizem a <strong>doutrina e a jurisprud\u00eancia<\/strong> sobre a possibilidade de <strong>responsabiliza\u00e7\u00e3o<\/strong> de autores de parecer jur\u00eddico nos processos licitat\u00f3rios?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Posicionamento da doutrina e do STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para uma parte da doutrina, o <strong>parecer<\/strong> exigido no art. 38 da Lei de Licita\u00e7\u00f5es \u00e9 <strong>obrigat\u00f3rio<\/strong>, uma vez que, como j\u00e1 salientado antes, a aus\u00eancia deste pode acarretar a nulidade do processo licitat\u00f3rio; j\u00e1 quanto ao <strong>seu acolhimento, no entanto, este n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio<\/strong>. Isso porque, segundo os doutrinadores, <strong>n\u00e3o se trata de um ato decis\u00f3rio<\/strong>, mas sim de uma <strong>opini\u00e3o jur\u00eddica<\/strong> que tem como finalidade apenas <strong>orientar<\/strong> o Administrador no processo de tomada de determinada decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para elucidar a quest\u00e3o, segue entendimento de Hely Lopes Meirelles sobre o tema:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pareceres administrativos s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos sobre assuntos submetidos \u00e0 sua considera\u00e7\u00e3o. <strong>O parecer tem car\u00e1ter meramente opinativo, n\u00e3o vinculando a Administra\u00e7\u00e3o ou os particulares \u00e0 sua motiva\u00e7\u00e3o ou conclus\u00f5es<\/strong>, salvo se aprovado por ato subsequente. J\u00e1 ent\u00e3o, <strong>o que subsiste como ato administrativo, n\u00e3o \u00e9 o parecer, mas sim o ato de sua aprova\u00e7\u00e3o<\/strong>, que poder\u00e1 revestir a modalidade normativa, ordin\u00e1ria, negocial ou punitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O parecer, embora contenha um <strong>enunciado opinativo<\/strong>, pode ser de exist\u00eancia obrigat\u00f3ria no procedimento administrativo e dar ensejo \u00e0 nulidade do ato final se n\u00e3o constar do processo respectivo, como ocorre, p. ex. nos casos em que a lei exige a pr\u00e9via audi\u00eancia de um \u00f3rg\u00e3o consultivo, antes da decis\u00e3o terminativa da Administra\u00e7\u00e3o. Nesta hip\u00f3tese, a <strong>presen\u00e7a do parecer \u00e9 necess\u00e1ria, embora seu conte\u00fado n\u00e3o seja vinculante para a Administra\u00e7\u00e3o<\/strong>, salvo se a lei exigir o pronunciamento favor\u00e1vel do \u00f3rg\u00e3o consultado para a legitimidade do ato final, caso em que o parecer se torna impositivo para a administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desta forma, para os defensores da linha de entendimento ora trazida, o <strong>parecer<\/strong> <strong>n\u00e3o consiste em ato decis\u00f3rio<\/strong>, e <strong>seu prolator<\/strong>, quando o faz, <strong>n\u00e3o se torna um gestor p\u00fablico<\/strong>, mas apenas aconselha o Administrador na sua tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante de tal entendimento, a <strong>responsabiliza\u00e7\u00e3o<\/strong> do autor do parecer s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel diante de <strong>comprovada m\u00e1-f\u00e9, dolo, erro grosseiro ou inescus\u00e1vel<\/strong> em seu agir, tendo em vista os fatos elencados a seguir:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>O dever de administrar compete \u00e0 autoridade administrativa e n\u00e3o \u00e0 assessoria jur\u00eddica, tendo em vista o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos poderes;<\/li><li>Inviolabilidade do advogado, com base no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, o qual s\u00f3 pode ser responsabilizado em casos de dolo ou culpa;<\/li><li>A responsabiliza\u00e7\u00e3o do advogado p\u00fablico sem que se averigue a exist\u00eancia de erro grosseiro ou dolo faz com que este atue com medo de sofrer san\u00e7\u00f5es, sem refletir na decis\u00e3o mais correta com base no princ\u00edpio da efici\u00eancia.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 para a outra parte da doutrina, o <strong>parecer jur\u00eddico<\/strong> faz parte da pr\u00f3pria decis\u00e3o, sendo, pois, um <strong>ato administrativo decis\u00f3rio. <\/strong>Para elucidar a segunda linha de entendimento, seguem os dizeres de Mar\u00e7al Justen Filho:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ao examinar e aprovar atos da licita\u00e7\u00e3o, a assessoria jur\u00eddica assume responsabilidade pessoal e solid\u00e1ria pelo que foi praticado<\/strong>. Ou seja, a manifesta\u00e7\u00e3o acerca da validade do edital e dos instrumentos de contrata\u00e7\u00e3o <strong>associa o emitente do parecer ao autor dos atos<\/strong>. H\u00e1 dever de of\u00edcio de manifestar-se pela invalidade, quando os atos contenham defeitos. <strong>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel os integrantes da assessoria jur\u00eddica pretenderem escapar aos efeitos da responsabiliza\u00e7\u00e3o pessoal quando tiverem atuado defeituosamente no cumprimento de seus deveres<\/strong>: se havia defeito jur\u00eddico, tinham o dever de apont\u00e1-lo. <strong>A afirmativa se mant\u00e9m inclusive em face de quest\u00f5es duvidosas ou controvertidas<\/strong>. Havendo discord\u00e2ncia doutrin\u00e1ria ou jurisprudencial de certos temas, a assessoria jur\u00eddica tem o dever de consignar essas varia\u00e7\u00f5es, para possibilitar \u00e0s autoridades executivas pleno conhecimento dos riscos de determinadas decis\u00f5es. Mas, se h\u00e1 duas teses jur\u00eddicas igualmente defens\u00e1veis, a op\u00e7\u00e3o por uma delas n\u00e3o pode acarretar puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, a <strong>responsabiliza\u00e7\u00e3o da assessoria<\/strong> <strong>jur\u00eddica<\/strong> ser\u00e1 <strong>solid\u00e1ria<\/strong> <strong>independentemente da comprova\u00e7\u00e3o de m\u00e1-f\u00e9, dolo, culpa ou erro grosseiro<\/strong>, bastando a <strong>exist\u00eancia de irregularidades<\/strong> no processo licitat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com rela\u00e7\u00e3o ao entendimento jurisprudencial sobre o tema, principalmente quanto ao <strong>posicionamento<\/strong> adotado pelo <strong>STF<\/strong>, \u00e9 importante destacar que, por muito tempo, a <strong>Suprema Corte adotou a primeira linha de entendimento aqui trazida<\/strong>, conforme se pode notar pela leitura do seguinte julgado (MS 24.073\/DF, de 6\/11\/2002):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. TRIBUNAL DE CONTAS. TOMADA DE CONTAS: ADVOGADO. PROCURADOR: PARECER. C.F., art. 70, par\u00e1grafo \u00fanico, art. 71, II, art. 133. Lei n\u00ba 8.906, de 1994, art. 2\u00ba, \u00a7 3\u00ba, art. 7\u00ba, art. 32, art. 34, IX.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">I. &#8211; Advogado de empresa estatal que, chamado a opinar, oferece parecer sugerindo contrata\u00e7\u00e3o direta, sem licita\u00e7\u00e3o, mediante interpreta\u00e7\u00e3o da lei das licita\u00e7\u00f5es. <strong>Pretens\u00e3o do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o em responsabilizar o advogado solidariamente com o administrador<\/strong> que decidiu pela contrata\u00e7\u00e3o direta: <strong>impossibilidade<\/strong>, dado que o <strong>parecer n\u00e3o \u00e9 ato administrativo<\/strong>, sendo, quando muito, <strong>ato de administra\u00e7\u00e3o consultiva, que visa a informar, elucidar, sugerir provid\u00eancias administrativas a serem estabelecidas nos atos de administra\u00e7\u00e3o ativa.<\/strong> Celso Ant\u00f4nio Bandeira de Mello, \u201cCurso de Direito Administrativo\u201d, Malheiros Ed., 13\u00aa ed., p. 377.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">II. &#8211; <strong>O advogado somente ser\u00e1 civilmente respons\u00e1vel pelos danos causados a seus clientes ou a terceiros, se decorrentes de erro grave, inescus\u00e1vel, ou de ato ou omiss\u00e3o praticado com culpa em sentido largo.<\/strong> Publica\u00e7\u00e3o DJ 31-10-2003<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, para o STF, <strong>o autor de parecer jur\u00eddico<\/strong> nos processos licitat\u00f3rios s\u00f3 poderia ser <strong>responsabilizado caso restasse comprovada m\u00e1-f\u00e9, dolo, culpa, erro grave e inescus\u00e1vel<\/strong>, por se tratar de um <strong>ato meramente opinativo<\/strong> e n\u00e3o decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contrapartida, num segundo momento, nos julgamentos dos MS 24.631\/DF, de 9\/8\/2007 e MS 24.584\/DF, de 9\/8\/2007, o STF mostrou a <strong>modifica\u00e7\u00e3o de seu posicionamento<\/strong> anterior quando apresentou a diferen\u00e7a entre os pareceres jur\u00eddicos, conforme o que se destaca a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(i) quando a consulta \u00e9 <strong>facultativa<\/strong>, a <strong>autoridade<\/strong> <strong>n\u00e3o se vincula ao parecer proferido<\/strong>, sendo que <strong>seu poder de decis\u00e3o n\u00e3o se altera pela manifesta\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o consultivo;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(ii) quando a consulta \u00e9 <strong>obrigat\u00f3ria<\/strong>, a <strong>autoridade administrativa se vincula a emitir o ato tal como submetido \u00e0 consultoria<\/strong>, com parecer favor\u00e1vel ou contr\u00e1rio, e <strong>se pretender praticar ato de forma diversa da apresentada \u00e0 consultoria, dever\u00e1 submet\u00ea-lo a novo parecer.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(iii) mas <strong>quando a lei estabelece a obriga\u00e7\u00e3o de \u201cdecidir \u00e0 luz de parecer vinculante\u201d<\/strong> (decider sur avis conforme), <strong>o administrador n\u00e3o poder\u00e1 decidir sen\u00e3o nos termos da conclus\u00e3o do parecer<\/strong>, ou n\u00e3o decidir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, segundo novo entendimento do STF, o parecer vinculativo enseja o <strong>compartilhamento de responsabilidade entre o administrador e o parecerista<\/strong>, pois esse \u00faltimo tamb\u00e9m \u00e9 um administrador nesses casos, indicando assim a ado\u00e7\u00e3o, a partir de ent\u00e3o, da segunda linha de entendimento trazida no artigo. Com rela\u00e7\u00e3o aos demais pareceres, com car\u00e1ter opinativo, o parecerista responde apenas caso reste comprovado erro grosseiro ou dolo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conclus\u00e3o e recomenda\u00e7\u00e3o aos pareceristas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda que os posicionamentos aqui expostos sejam divergentes, independentemente da responsabiliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o, \u00e9 imprescind\u00edvel que os procuradores, assessores e consultores jur\u00eddicos adotem em sua atua\u00e7\u00e3o toda a cautela e zelo quando da elabora\u00e7\u00e3o de suas pe\u00e7as, estando atentos \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es legais e princ\u00edpios relacionados \u00e0 mat\u00e9ria em an\u00e1lise, bem como aos entendimentos mais recentes da doutrina e tribunais, para que n\u00e3o fundamentem seus pareceres de forma desarrazoada ou insuficiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agindo todos dessa forma, n\u00e3o haver\u00e1 que se falar em responsabiliza\u00e7\u00e3o de quaisquer das partes, uma vez que o deslinde do processo licitat\u00f3rio ocorrer\u00e1 conforme o que a lei e os princ\u00edpios preveem, alcan\u00e7ando-se a sua principal finalidade, que \u00e9 a de selecionar a oferta mais vantajosa \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma an\u00e1lise do posicionamento da doutrina e do Supremo Tribunal Federal O tema da responsabiliza\u00e7\u00e3o \u2013 ou n\u00e3o \u2013 do parecerista jur\u00eddico no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o prevista no art. 38, VI da Lei n\u00ba 8.666\/1993 \u00e9 controverso: o posicionamento de renomados doutrinadores da \u00e1rea, bem como do Supremo Tribunal Federal (STF) \u00e9 divergente, n\u00e3o havendo, 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