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Como funciona um programa de integridade?

Confira!

Como funciona um programa de integridade?

 

Embora o Dia Internacional contra a Corrupção seja só 09/12, desde então já se vê falar muito sobre os Programas de Integridade. Isso porque a integridade é algo que se discute e se põe em prática todos os dias, devendo fazer parte da cultura das organizações, sejam elas públicas ou privadas.

E é justamente pela importância do assunto que desta vez a gente vai te #explicar um pouquinho sobre os Programas de Integridade!

#1 O que é um Programa de Integridade?

A Controladoria-Geral da União (CGU) define o Programa de Integridade como sendo um conjunto de medidas com o objetivo de prevenir, detectar e remediar a ocorrência de fraude e corrupção nas empresas, pensadas e implementadas de forma sistêmica, com aprovação da alta direção, e sob coordenação de uma área ou pessoa responsável.

Nota-se, nesse sentido, que os programas de integridade possuem função preventiva, identificando, responsabilizando e corrigindo determinada falha rapidamente.

E quais as vantagens da adoção e efetivação de um Programa de Integridade? De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), são várias:

  • Amplia as chances de os agentes públicos tomarem decisões baseadas em critérios técnicos e não em interesses particulares
  • Aumento da qualidade das decisões
  • Melhora a confiança dos cidadãos no governo
  • Auxilia o gestor a alcançar os objetivos finais da entidade com mais rapidez e segurança

 

#2 Como estruturar um Programa de Integridade?

A CGU elencou 4 diretrizes essenciais para que haja uma adequada estruturação de um programa de integridade nas organizações. São elas:

  1. Comprometimento e apoio da alta direção

Condição indispensável para criação e funcionamento de um programa de integridade é o envolvimento e comprometimento das lideranças, as quais ocupam um lugar de grande visibilidade e poderão influenciar positiva – ou negativamente – os colaboradores.

Mas é claro que aqui estamos falando de influências positivas, né? Seguem alguns exemplos de como você, líder, pode demonstrar comprometimento:

  • Patrocinando o programa de integridade interna e externamente;
  • Ressaltando a importância do seu conteúdo para determinada organização;
  • Reforçando a necessidade de comprometimento dos colaboradores e demais interessados;
  • Participando de todas as fases de implementação do programa;
  • Adotando posturas íntegras e solicitando que os demais colaboradores também o façam.
  1. Instância responsável pelo plano de integridade

Este é um pilar essencial para que um programa de integridade se desenvolva de forma adequada. Sendo assim, segundo a CGU, a unidade, o grupo, a pessoa ou o comitê devem ser dotados de autonomia, independência, imparcialidade, recursos materiais, financeiros e humanos para desenvolver as suas atribuições.

  1. Análise de riscos

Outro ponto chave para a estruturação de um programa de integridade é a realização contínua da identificação, análise e avaliação dos riscos aos quais as organizações estão sujeitas, conhecendo quais são as suas áreas mais “frágeis” e criando/adaptando controles de forma efetiva. São exemplos de riscos, segundo a CGU:

  • A solicitação ou o recebimento de quantias indevidas por agentes públicos;
  • Abuso de poder;
  • Uso de verbas públicas para interesses privados;
  • Situações que configurem conflitos de interesses;
  • Nepotismo.
  1. Monitoramento contínuo

A estruturação de um programa de integridade, por si só, não basta: é necessário o estabelecimento de uma política de monitoramento contínuo, com vistas a atualizar constantemente as suas iniciativas de acordo com as necessidades e riscos da organização em cada momento específico.

Por fim, é essencial que as organizações estimulem a adoção de comportamentos íntegros. Para tanto, em seu Guia de Integridade Pública , a CGU elenca as seguintes formas:

  • Estabelecimento de um código de conduta;
  • Divulgação dos valores e regras a serem observados;
  • Realização de treinamentos sobre integridade;
  • Criação de uma comissão de ética, garantindo seu funcionamento.

Para saber mais, clique aqui e acesse também o Manual para Implementação de Programas de Integridade disponibilizado pela CGU!

A expansão do EaD durante a pandemia

As soluções de treinamentos EaD já eram uma realidade antes mesmo da pandemia. No entanto, com o distanciamento social imposto para evitar a disseminação do vírus da Covid-19, essa realidade se tornou rapidamente uma necessidade para “sobrevivência” diante desse novo contexto.

Se, de um lado, as instituições de ensino tiveram de correr contra o tempo para adaptar seus cursos e conteúdos à nova realidade abruptamente imposta, de outro, os profissionais passaram a procurar ainda mais capacitações neste formato, tendo em vista a necessidade de aprimoramento contínuo de conhecimentos e práticas, assim como as instabilidades que se instalaram no mercado de trabalho em decorrência do cenário pandêmico.

Nesse sentido, desde o início da pandemia, as notícias sobre a expansão do EaD têm sido frequentes: na edição da publicação Radar IBEGESP do mês de agosto, a gente compartilhou a notícia de que, mesmo diante de todos os imprevistos causados pela pandemia da Covid-19, no 1º semestre deste ano, a Escola de Gestão Pública do Paraná (EGP) teve um crescimento de 80% em suas capacitações em comparação ao mesmo período do ano passado.

E não para por aí! Em meados do mês de setembro, a Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou que a participação do público em eventos de capacitação realizados no 1º semestre deste ano havia aumentado 124% com relação ao mesmo período de 2019. Todo esse resultado foi alcançado depois que a Escola da AGU passou a disponibilizar cursos e palestras de forma remota em razão da pandemia.

Com relação ao IBEGESP não foi diferente! Em junho, publicamos uma matéria na qual compartilhamos as saídas que encontramos diante da necessidade de capacitar colaboradores locados em diversos lugares do país. Foram elas:

Ademais, temos customizado diversas capacitações para servidores e empregados públicos da Administração direta e indireta, mesclando uma metodologia de ensino autônoma – por meio de pílulas de aprendizagem, podcasts, vídeos e quizzes, que são acessados por meio de ferramentas EaD – com encontros online com docentes para a discussão de temas mais práticos e polêmicos inerentes à rotina profissional dos alunos.

Por fim, o IBEGESP tem produzido muitos conteúdos gratuitos e de qualidade sobre Gestão Pública: artigos, podcasts, lives e até mesmo um canal no Telegram! T-u-d-o isso sem sair de casa, em respeito total às medidas de prevenção à Covid-19 e sem deixar de lado a importância da capacitação e disseminação de conhecimentos para a sua evolução pessoal e profissional!

E pra você e para o órgão/instituição onde trabalha, como tem sido lidar com os reflexos dessa pandemia? Acha que você e sua equipe de trabalho estão precisando de um treinamento à distância? Entre agora em nosso site e confira as nossas soluções!

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Equipe Editorial