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Por que a pandemia atinge mais as mulheres?

Redação Radar IBEGESP Recursos Humanos e Gestão de Pessoas Matérias Todas 07/05/2020

3 dicas para gestores públicos minimizarem a desigualdade de gênero durante a pandemia

É sabido que a pandemia de coronavírus tem agravado algumas situações sociais de vulnerabilidade. Uma das questões que mais chama atenção neste sentido é, sem dúvida, a desigualdade de gênero. Este fato é sustentado pela afirmação que diversas organizações nacionais e internacionais, inclusive a ONU, tem feito desde o início da disseminação da Covid-19: a pandemia atinge mais as mulheres.

Mas por que será que isso acontece? Dentre tantos motivos, listamos abaixo 3. Confira!

3 MOTIVOS

#1 – Sobrecarga de trabalho

Há tempos que se sabe que as mulheres enfrentam uma jornada múltipla de trabalho e não encontram em suas casas uma divisão de tarefas adequada. Muitas lidam sozinhas com o cuidado do lar e das pessoas que nele vivem. Para além disso, em um cenário em que grande parte da população vive na informalidade, garantir a fonte de renda e lidar com o trabalho doméstico está sendo um desafio crescente para a maior parte das mulheres brasileiras. A minoria que consegue realizar seu serviço de forma remota também está enfrentando problemas para conciliar o trabalho formal e doméstico.

#2 - Insegurança na própria casa

O lar é o local de maior risco para as mulheres que vivem situações de violência. Com a adoção das medidas de distanciamento social, isto tem se agravado: só no Rio de Janeiro, as queixas por violência doméstica aumentaram mais de 50% nas primeiras semanas de abril.

# 3 – O trabalho da saúde é feminino

Como publicado pela plataforma Apolitical, em termos globais, mais de 70% da força de trabalho da saúde é composta por mulheres. Vale lembrar que estas categorias profissionais estão nitidamente sobrecarregadas neste período de pandemia.

 

Diante deste cenário preocupante de agravamento da desigualdade e da violência de gênero, a Gestão Pública tem um papel importantíssimo no plano macro. Mas o que gestores e gestoras, enquanto profissionais, podem fazer para contribuir? Pensando nisso, a redação do Radar IBEGESP preparou três dicas para estes profissionais minimizarem a desigualdade de gênero em seus contextos de trabalho.

3 DICAS

# 1 – Compile dados levando o gênero em consideração

Todo profissional público deve ter em mente que a compilação de dados com variáveis específicas é essencial, seja para a formulação de políticas públicas ou para ações no plano micro, tal qual o gerenciamento de equipes. Neste sentido, o gênero é uma variável fundamental na compilação de dados: só coletando este tipo de informação é possível mensurar o impacto da desigualdade de gênero.

# 2 – Tenha empatia e atenção a diferentes realidades

Mulheres estão longe de ser um grupo social coeso. Por este motivo, tenha atenção a diferentes realidades e agravantes da situação de desigualdade. Servidoras que estão fazendo home office estão em uma situação bastante diferente das servidoras que estão na linha de frente da saúde e limpeza ou das trabalhadoras informais que estão nas ruas.

*Variáveis como raça e classe social são essenciais para entender estas diferentes realidades e devem ser mensuradas.

# 3 – Comunique-se com assertividade

Converse com colegas de trabalho sobre como estão enfrentando a pandemia para mapear situações de sobrecarga de trabalho ou desigualdade de gênero.


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