A Gestão Pública de 2025 deve ter mais coragem, inovação e humanidade para transformar a relação do Estado com a sociedade
Este conteúdo faz parte do centro de estudos de Administração Pública do IBÊ
O ano de 2025 chegou pedindo mais do que ajustes na rota da Administração Pública para que ela tenha novos caminhos, práticas e para transformar, de forma corajosa, a maneira como a Gestão Pública se relaciona com a sociedade. Não se trata apenas de modernizar estruturas ou adotar novas tecnologias, mas de compreender que estamos diante de um novo tempo, em que o serviço público precisa ser mais ágil, mais próximo da sociedade e, acima de tudo, mais humano.
A digitalização, que, por muito tempo, foi vista como um horizonte distante, já faz parte do presente nas esferas da sociedade. Plataformas inteligentes, inteligência artificial e análise de dados em larga escala já estão entre nós — e mais do que otimizar rotinas, devem servir para aproximar o Estado das pessoas. Isso significa compreender necessidades reais, responder com empatia e respeitar a diversidade que habita cada território a fim de que a Administração Pública possa evoluir e progredir com a sociedade.
Ao contrário do que se pensa comumente, a escassez de recursos, longe de paralisar, tem provocado movimentos criativos na esfera pública. Em muitos cantos do país, equipes estão encontrando novas formas de fazer mais — e fazer melhor — com o que têm em mãos. Modelos colaborativos, decisões baseadas em evidências e, sobretudo, uma escuta atenta da população vêm se mostrando caminhos promissores. Afinal, quem melhor do que o cidadão para dizer o que é prioridade?
Falar em transformação pública hoje é também falar sobre inclusão — a inovação só cumpre seu papel quando alcança todos. Isso exige que o olhar para acessibilidade esteja presente desde o início nos processos públicos. Incorporar diferentes vozes, respeitar múltiplas realidades e criar políticas adaptáveis deixou de ser uma escolha; é uma responsabilidade, porque não há futuro justo se ele não for construído com todas as camadas da sociedade presentes na tomada de decisões.
É preciso, portanto, coragem institucional. Para rever práticas, enfrentar resistências e abrir espaço para o novo. Os desafios ainda são grandes, mas as possibilidades também crescem, sobretudo quando colocamos valores como transparência, empatia, escuta e inovação no centro das decisões públicas.
A Gestão Pública que se precisa será mais conectada, mais responsiva e humana — e isso começa agora, com cada pequeno gesto de mudança, com cada escuta verdadeira, com cada escolha feita em nome do bem comum. novar, neste momento, é uma forma da Administração Pública de cuidar, de garantir direitos e de fortalecer a democracia para todos.
*Os artigos aqui divulgados são enviados pelos redatores voluntários da plataforma. Assim, o Radar IBEGESP não se responsabiliza por nenhuma opinião pessoal aqui emitida, sendo o conteúdo de inteira responsabilidade dos autores da publicação.
Autoria: Rita de Cássia Batista Arantes é professora Mestra em Crítica Literária pela PUC-SP, com pesquisa sobre o diálogo entre palavra e imagem em obras de Eva Furnari. Atua como docente na Faculdade de São Bernardo do Campo, professora titular das Etecs e coordenadora de projetos na Controladoria Interna do Centro Paula Souza. É corretora de vestibulares da FATEC e possui graduação em Letras e Pedagogia, além de especialização pela PUC-SP. Tem experiência nas áreas de Literatura, Comunicação e Educação Infantil. É autora de obras nas áreas de Administração e Literatura infantojuvenil.




Autor:
Rita de Cássia ArantesTags:
Administração Pública, Avanço, Boas Práticas, Gestão Pública, Inovação, Sociedade